O professor António Brotas, num artigo de opinião do jornal Público (6/8/07), propõe cinco medidas para melhorar o ensino português:
- mudanças que impliquem mais os actores locais na gestão das escolas;
- diminuição do carácter prescritivo dos programas do ensino secundário - um desafio à inovação e à criação nas escolas;
- avaliação dos professores mais orientada para a desocultação muito maus [uma minoria] e muito bons [outra minoria] professores, ao longo de vários anos [proposta que deve ser discutida largamente com os sindicatos e só depois de ser implementada a medida anterior;
- criação de “professores-majores” [os actuais professores titulares?] após a frequência de formação acrescida necessária ao exercício de novas funções [como por exemplo a criação de novas disciplinas];
- alteração no sistema de formação de professores que permita suster a criação de cursos de formação de professores fazendo depender a oferta às necessidades efectivas das escolas [seria incrementada a formação dos professores em contexto de ensino através da criação de centros de formação nas escolas] através de um exercício prospectivo de médio e longo alcance [mais de 3 anos].

Antevendo dificuldades ao nível do
modus operandi, agrada-me a ideia de exigir mais responsabilidade aos professores, nomeadamente, um maior comprometimento pelas matérias de ensino desde que fosse diminuído o carácter prescritivo dos programas. Apesar de não ser inovadora, considero igualmente interessante a ideia da criação de centros de formação de professores que teriam de ser dinamizados por professores com formação especializada no acompanhamento de professores novatos. Ao nível da gestão escolar, acrescentaria a limitação de mandatos aos “titulares” de órgãos de gestão de forma a afrontar os compadrios e as prepotências; rejeito ainda qualquer modelo de gestão escolar que emirja de processos de nomeação política porque a educação escolar é muito importante para estar sujeita à dança das cadeiras partidárias.
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