16 de fevereiro de 2007

Sinais…

O PSD requereu um debate de urgência para ouvir a ministra justificar o fim das provas globais no 9º ano de escolaridade. Fico surpreendido com a dificuldade da ministra em justificar o que me parece óbvio: As escolas decidem, no quadro da sua restrita autonomia, se devem ou não usar as provas globais como instrumento de avaliação interna. A meu ver, esta medida é coerente com os discursos oficiais [e não só…] que exaltam o valor da autonomia da escola e que se afastam da perversa homogeneização de tudo o que é escolar. Quanto à amnésia da ministra, que nada disse sobre a possibilidade de substituição das provas globais por exames nacionais, o que eu vejo é prudência: a ministra fez muito bem em não comprometer o seu [muito] próximo sucessor. ;o)

Adenda:
«“As provas [globais] localmente construídas são localmente viciadas”, defendeu a ministra» [In: Sol – 17/02/07]
Ora, diga lá outra vez!?... Se as escolas viciam localmente as provas, também viciam localmente os concursos de professores, ou não?