19 de outubro de 2006

Sinais…

Vários bloggers têm assinalado mudanças, mais ou menos pronunciadas, no discurso nos fazedores de opinião assalariados, no diferendo entre o ME e os professores. Parece ter chegado ao fim uma fase marcada pela exaltação da ministra [diria por tudo – pelas medidas anunciadas - e por nada – pela simples aparência] e emerge uma nova fase que posso designar de reprovação [em alguns casos ainda envergonhada] das suas competências de comunicação. Mas não são apenas as competências individuais da ministra e da sua equipa que têm merecido reparos pouco abonatórios dos distintos comentadores. É questionada a eficácia da estratégia [de confronto] e a eficiência dos processos negociais. O caminho, a meu ver, parece irreversível. Se ainda é cedo para aferir o alcance dos danos colaterais deste diferendo [e estou a pensar no que significa uma perda de credibilidade da equipa ministerial], é tempo de desmontar a retórica perniciosa [e que bem que esse trabalho está a ser feito pelo Paulo e pelo Henrique na blogosfera] que assenta num discurso da “crise”, que foi muito bem retratado pelo historiador Rui Tavares. É tempo de conservar uma atitude pró-activa, de vigilância e de abnegação. É tempo de lermos a 4ª versão da proposta de revisão do ECD...

Adenda: Enquanto folheava a pseudo 4ª proposta, não me saía da cabeça aquela música dos Trabalhadores do Comércio “TAQUETINHO OU LEBAS NO FUCINHO”…

1 comentário:

Paulo G. disse...

Independentemente do desfecho de tudo, há algumas vitórias desde já:

a)Uma reacção profissional como não se via há muito, que acentua os traços de união em vez dos de fracção.
b) O despertar de alguns sindicatos para a sua efectiva função, que é defender os professores e não defenderem-se a si mesmos.
c) O aviso ao Ministério que não é ofendendo as pessoas que ganha a sua colaboração ou mesmo o seu respeito.

A estratégia da intimidação não pode passar por aqui.