
Não vou questionar o “modus operandi” da selecção de professores que NC advoga, nem o sistema de competição das escolas pelos “melhores professores”, nem tão-pouco me irei interrogar se há algum aluno que mereça ser contemplado com um mau professor [presumo que na hierarquia dos professores seleccionados alguém teria de ficar no fundo da tabela mesmo admitindo que muitos dos maus professores fossem excluídos do sistema].
O que me interessa destacar desta afirmação é uma incoerência de fundo que convém esclarecer, sob pena de NC poder ser acusado de adoptar o mesmo tipo de discurso que ele próprio repudia e que legitimou a edição do seu livro “Eduquês”:
É que o tipo de ideologia que produz situações de competitividade e de selecção entre escolas, professores [e na mesma linha, os alunos], resultam numa recentralização do poder de decisão sobre as escolas (político-administrativamente), ao invés da realização do tão proclamado princípio da descentralização e da autonomia.
O apelo a mais exames, mais avaliação, mais avaliação externa do tipo contábil, mais formas punitivas, mais vigilância, exige modelos positivistas e formas de organização universais que não admitem diversidade de processos e de referências contextuais. E neste sentido, onde está a autonomia?
Adenda: O ECD da Sra. Ministra - versão apressada
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