31 de agosto de 2006
Da crítica da Educação à Educação Crítica
Como se pode ler aqui, “Este blog tentará contribuir para alcançar dois objectivos:
1.º- o de tentar desocultar as razões da crise da Educação que os discursos tecnocráticos tentam esconder;
2.º- o de tentar contribuir para apontar outras soluções possíveis e desejáveis para a Educação.”
…hummm… “o de tentar desocultar as razões da crise da Educação[…]”? Existirá uma crise da educação ou uma crise do modo de pensar a educação?
30 de agosto de 2006
28 de agosto de 2006
Paixões… identidades… e fauna
Enquanto releio alguns desses textos recupero o ritmo de trabalho e acabo situado na profissão. Foi numa dessas passagens que estabeleci uma conexão entre duas formas de identidade profissional e uma das intenções deste ME [recordam-se de um artigo da proposta de alteração do ECD – o Artº 41?]: que a avaliação dos professores favoreceria o trabalho colaborativo dos docentes.
Para além de estabelecer uma conexão [proponho-vos um desafio: descobrir os contornos dessa relação ;)] complemento uma parte deste comentário da Isabel [anexo à entrada anterior] e por fim, deixo escapar, sub-reptícia e ironicamente, uma achega à fauna existente nas salas de professores…
"Sachs (2003) reconhece duas formas antagónicas de identidade profissional. A primeira é a empresarial, que a autora associa a professores eficientes, responsáveis e responsabilizáveis, que demonstram submissão aos imperativos políticos impostos externamente e que possuem um ensino de elevada qualidade, avaliado com base num conjunto externo de indicadores de competência. Esta identidade poderá caracterizar-se como sendo individualista, competitiva, controladora e reguladora, definida externamente e orientada por standards.
A segunda perspectiva é a activista, que é guiada por uma crença na importância da mobilização dos professores no sentido de melhorar as condições de aprendizagem dos alunos. Neste tipo de identidade, os professores preocupar-se-ão, em primeiro lugar, com a criação e o desenvolvimento de standards e de processos de ensino que possam proporcionar aos estudantes experiências democráticas (Sachs, 2003) segundo a autora, a primeira é o produto desejado pelas agendas gerencialistas e de performatividade, enquanto que a segunda parece esta orientada para a investigação, para salas de aula colaborativas e para escolas onde o ensino está intimamente ligado a amplos valores e ideais da sociedade e onde os propósitos do ensino e da aprendizagem transcendem o instrumentalismo limitado dos programas de reforma actuais.
No entanto, mesmo para considerar a ideia de uma agenda activista, é necessário que haja coragem, confiança e uma compreensão clara e apaixonada do comprometimento com um conjunto de propósitos morais. Ser um professor activista apaixonado é afastar-se do ensino isolado e demasiado individualista, descrito por Bottery e Wright do seguinte modo:
... não só serve fins políticos e económicos controversos, como é também limitado na sua capacidade para desenvolver uma geração que possa responder, de forma adequada, às exigências complexas e em constante mudança de um contexto mais global, assim como para proporcionar destrezas e atitudes necessárias para a criação de uma cidadania mais emancipadora e participativa. (Bottery e Wright, 2000, p. 100)Judyth Sachs concorda com esta asserção, sugerindo que o que é necessário neste momento são profissionais que possam resistir à tentação de aceitar uma "rotina monótona" e uma "homogeneidade da prática" (Sachs, 2003, p. 15). Estes profissionais não permitem que os contextos de ensino exigentes, tanto a nível físico como emocional, diminuam a paixão e a esperança que são essenciais para o ensino de elevada qualidade.” [Day, 2004, pp.89-90]
27 de agosto de 2006
Reflexão minimalista
- A crescente escolarização das sociedades não teve como consequência o desagravamento dos problemas sociais [guerra, ambiente, pobreza, exclusão,…];
- A missão da promoção da cidadania que é atribuída à escola esbarra nos fenómenos de guetização da participação política nas sociedades mais ricas;
- O aumento das críticas à escola contrasta com a intensificação da corrida à escola e ao prolongamento dos percursos escolares.
21 de agosto de 2006
Integrações…
“[…] A AP (Área de projecto] e o PT [Projecto tecnológico] são, pois, um vector de integração curricular ao articular o projecto educativo da escola com o conjunto das aprendizagens essenciais previstas no plano de estudo de cada curso científico-humanístico ou tecnológico.Não corro o risco de ser rotulado de eduquês [ ;o) ] se disser que a integração curricular dá coerência e cose as diversas matérias que se encontram dispersas por inúmeros planos adstritos às disciplinas que o ME exige que sejam leccionadas na escola. Apesar de parecer uma boa ideia o apelo à integração curricular porque se presume que facilita o processo de integração do saber de modo a que o conhecimento faça sentido para o aluno, o modus operandi exige uma revolução na escola! E essa revolução passa por encontrar respostas para um conjunto de perguntas, nomeadamente:
A AP e o PT são um espaço de debate que configura uma realidade curricular centrada nos alunos e nos processos de decisão dos professores ao nível dos órgãos de decisão pedagógica – nomeadamente áreas disciplinares e departamentos curriculares – e nas parcerias que estes estabelecem com os alunos, encarregados de educação e comunidade. Trata-se de uma área em que os alunos mobilizam competências desenvolvidas no contexto dos conteúdos das disciplinas do seu plano curricular para resolverem problemas, para estudarem e compreenderem fenómenos do mundo que os rodeia, elaborando produtos concretos de natureza diversa.
Porque faz parte de uma lógica de questionamento das experiências quotidianas dos alunos, a AP e o PT exigem uma liderança curricular forte no interior das escolas, com a participação dos directores de turma e de curso (cursos tecnológicos), do conselho de turma e dos professores responsáveis por estas áreas. A concepção, realização e avaliação da AP/PT não pode tornar-se numa actividade exclusiva de um professor, na medida em que é no contexto do curso e da turma que o projecto adquire sentido. […]”
Se somos um produto [os letrados deste país] de uma escola que sempre funcionou em ilhotas numa espécie de balcanização disciplinar, para quê mudar?
Por que carga de água é que os professores devem coz(s)er as matérias [ou cozer as aprendizagens, em lume brando de preferência, num cozinhado (projecto) preparado, em simultâneo, por vários cozinheiros (professores)] numa espécie de papa “pronta-a-comer”?
Não estamos, com este tipo de tecnologias, a promover, paradoxalmente, uma cultura do facilitismo ao fazer deslocar do aluno para os professores a responsabilidade da organização do saber?
20 de agosto de 2006
Uma nova ignição…
Li num jornal que o Governo vai lançar uma megacampanha e a “Guerra à obesidade começa(rá) na escola”. Não tenho dúvidas de que a escola estará preparada para lidar com este megaproblema e, importando o discurso que assinalou o flagelo dos fogos de Verão, direi uma verdade la paliciana: após a ignição, o problema da obesidade será atacado em duas frentes de combate - na alimentação e no exercício físico.
Na frente de combate da alimentação recorrer-se-á ao controlo das dietas alimentares nos bares e cantinas escolares e, porventura, legislando a proibição [que grande atestado de menoridade às direcções executivas] da venda de “comida de plástico” nas máquinas [betoneiras] que se encontram espalhadas, em locais estratégicos, pelas escolas. A meu ver, a eficácia desta frente de combate estará condenada ao fracasso se não exisitir a mobilização dos encarregados de educação…
A frente de combate do exercício físico não dispensará o contributo da Educação Física escolar. hummm… uma hora diária de actividade física para todos os alunos na escola? Pois...
Espero que a demagogia não acabe, uma vez mais, por determinar a orientação da discussão!
18 de agosto de 2006
O problema da culpa…
Novos disparates educativosO cinismo é uma reacção negativa dos professores quando tentam lidar com as sobrecargas intoleráveis de culpa que lhes são impostas a partir do exterior das escolas. É óbvio que o problema da culpa e as suas consequências negativas para os docentes e para as escolas não é só um problema privado. Seria bom que esta questão [pública] fosse encarada com seriedade por todos aqueles que ainda acreditam que a educação [escolar] ainda vale a pena.
No PÚBLICO da passada terça-feira, José Dias Urbano indignou-se com o facto de ter sido aprovada uma lei que determina que os alunos do ensino primário (nomeadamente), constituídos em associação, "têm direito a emitir pareceres aquando do processo de elaboração de legislação sobre o ensino", designadamente nos domínios da definição e financiamento do sistema educativo, gestão das escolas, acesso ao ensino superior, etc.
Ora, ao contrário do que defende José Dias Urbano, eu penso que esta lei só peca por não tornar estes pareceres vinculativos e por deixar de fora os alunos da pré-primária e os nascituros.
Será que o senhor professor José Dias Urbano pensa que os alunos da pré-primária ou do ensino primário eram capazes de fazer leis tão estúpidas e tão insensatas como as que são feitas pelo Ministério da Educação e pelos nossos deputados? É que se pensa isso, está redondamente enganado. E os nascituros ainda têm uma vantagem enorme sobre esta gente: têm a humildade suficiente de não falar, nem mandar palpites, sobre o que não sabem.
Santana-Maia Leonardo
Ponte de Sor
(Espaço Público, 19-08-06)
29 de julho de 2006
Poeira para os olhos do pacóvio…
A minha recaída, ou melhor, este retorno fugaz, justifica-se na medida em que urge contestar uma afirmação, a meu ver sem fundamento, do Secretário de Estado da Educação, Valter Lemos e, simultaneamente, aclarar o alcance do imbróglio e da confusão que se gerou em torno do Desporto Escolar.
1. A afirmação:
"Até agora, o desporto escolar não estava integrado [no projecto educativo]. Era desenvolvido de uma forma um pouco paralela às actividades da escola e ficava a cargo de um ou dois professores, que organizavam o projecto segundo orientações traçadas por um estrutura central do ME, o que não fazia sentido".
Humm… ficamos a saber que o que se lê não deve ler-se:“O Desporto Escolar, sendo um instrumento do Sistema Educativo, deverá funcionar e ser assumido pelos Órgãos de Direcção e Gestão dos Estabelecimentos de Educação e Ensino, como um Projecto de Escola, integrado no Projecto Educativo e Plano Anual de Actividades, aprovados em Conselho Pedagógico. Assim, de acordo com o D.L. n.º 95/91, pontos 6 e 8, compete ao Órgão de Direcção e Gestão coordenar, acompanhar, apoiar e avaliar o desenvolvimento do Projecto de Desporto Escolar da respectiva escola.”
2. O que diz o título da notícia:
Projecto destinado a perto de 45 mil alunos.
Atentemos aos dados relativos à evolução da participação no Desporto Escolar [In: "Jogar pelo Futuro"]
Este ano, 1154 escolas foram inscritas no Desporto Escolar. O quadro anterior reflecte a evolução da participação no Desporto Escolar e dá para perceber que só uma hecatombe fará diminuir a oferta de actividades do desporto escolar para o próximo ano.
Afirmar que o desporto escolar será oferecido a 45 mil alunos é o mesmo que reconhecer uma diminuição muito significativa da participação dos alunos .
Então, faz algum sentido reforçar as verbas e ver diminuída a participação dos alunos?
Afinal, quem ganha e quem perde com esta forma de fazer política?
A máxima do professor Bento faz cada vez mais sentido: Sempre que me fazem de burro aproveito logo para dar um coice.
Bem, vou aproveitar e sair de mansinho… boas férias :)
26 de julho de 2006
25 de julho de 2006
Dão-se alvíssaras...
"Procura-se o Programa do Desporto Escolar para o próximo ano lectivo.
Dão-se alvíssaras a quem o encontrar".
Adenda: Diz o Correio da Manhã que "O projecto do Desporto Escolar que, desde há uma década, envolve cerca de 45 mil alunos de mais de mil escolas de todo o País, está em risco para o próximo ano lectivo".
humm.... Será uma nova medida do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa (SIMPLEX)?
24 de julho de 2006
Para que fique claro…
“As escolas devem entender os resultados dos exames como um desafio para melhorar e não ficar indiferentes. Se os conhecimentos leccionados foram insuficientes, deve-se melhorar. Não se trata de adaptar os exames àquilo que as escolas estão a fazer. Antes pelo contrário, deve-se adaptar o que as escolas estão a fazer às exigências dos exames que são iguais para todos.”É para mim uma novidade que os resultados dos exames devem ser usados para aferir os conhecimentos leccionados por um professor. E pensava eu, afinal erradamente, que os exames visavam aferir os conhecimentos que foram apreendidos pelos alunos. Mas não.Ministra da Educação in: JN
Em bom rigor, mesmo que todos os alunos de um professor [hipótese pouco verosímil] revelem ou venham a revelar, num exame, conhecimentos insuficientes, isso não demonstrará qualquer omissão na leccionação. Não ignoro nem pretendo menosprezar o papel do professor, decisivo a meu ver, na aquisição e consolidação de saberes. Mas, ao centrar no professor o ónus dos resultados dos alunos estamos, coniventemente, a admitir que o aluno não deve ser responsabilizado pelo seu compromisso na aprendizagem.
Quem defende o rigor e a exigência no sistema educativo não pode pactuar com afirmações deste teor.
Aferições ou aflições? …
Tenho para mim que há um desejo subliminar por detrás deste ritual: que o frango engorde de cada vez que é colocado em cima da balança.
O melhor é esperar sentado…
Inconsistências?
“A função do ensino é dos professores. Não vamos fazer ensino com outra categoria profissional, mas isso é o contrato dos docentes com a escola e com os seus alunos. O contrato dos professores não é com o Ministério da Educação”A ambiguidade desta afirmação permite-me dizer duas coisas:Ministra da Educação in: JN
- Que o compromisso dos professores com o ME é exclusivamente de ordem laboral e, portanto, o ME reconhece a autonomia pedagógica do professor com todas as consequências que daí advêm [mais autonomia requer mais responsabilidade];
- Que a prestação de contas vai muito além das exigências burocráticas que são impostas externamente ou de metas a alcançar anualmente. O carácter moral do professor assume uma importância fundamental! [que essa afirmação tenha reflexos no futuro ECD]
21 de julho de 2006
Ao avesso…
“[…] Os tipos de agora não têm tempo. Em lugar de irem estudar para o café, para a biblioteca, para casa, na cama, na mesa, ou no sofá - ao seu ritmo, a melhor triagem é esta, a do ritmo, sabiam? - , ficam na escola a ter "estudo acompanhado" e "actividades".Caro besugo
Nunca estão sós.
Nunca podem escolher estarem sós, sem terem falta. Não conseguem, assim, conhecer o seu ritmo, o seu pulsar, o seu sentir. Estão sempre em manada. Cheios de vontade de sairem dali, mas cada vez mais presos a programas de sucesso que lhes fizeram, pelas costas, para depois lhos espetarem, como facas, no peito ainda virgem.
Eu não gosto disso. Falta-lhes tempo para amadurecerem sozinhos - no tempo escasso que também lhes falta - o que vem nos livros e escutam nas aulas. Que, depois de lerem - ouvirem -, deviam pensar sós; ou com quem escolhessem.
E, bem vistas as coisas, falta-lhes tempo para quase tudo: arranjaram agora uma espécie de gestores do tempo, que não são bem relógios de pulso, um por cada pessoa, mas que são ainda piores. Orientam tudo (e sempre mal), porque complicam: não passam de ponteiros luminosos em relógios atrasados, de feira franca, mas cuidam ser de marca.”besugo
Percebo pouco de quase nada. Desse mísero conhecimento, uma parte dele chega-me por via de gente que, tal como eu, evita as mezinhas. Das poucas coisas que julgo perceber, a educação é aquela que me ocupa mais tempo, profissional e não só. Sou daqueles que direccionam o tempo livre para ler e estudar coisas que se supõem necessárias para o trabalho. Enfim, um exemplo que não se aconselha a ninguém. Isto só para dizer que hoje encontrei no seu blogue algo que só pode ser escrito por gente despegada de qualquer sobranceria. Por isso, suspeito que não podia vir de um ministro e respectivos acólitos, de encarregados de educação acéfalos ou de professores obstinados [como eu, acrescento agora]. O que encontrei foi uma prescrição simples e que decorre do bom-senso: O sistema educativo estupidificou-se ao coarctar o tempo livre dos sujeitos que o frequentam.
O óbvio parece escapar aos olhares dos pseudo entendidos. Parabéns.
Miguel
20 de julho de 2006
Balanço…
Foi neste quadro analítico que se desenvolveu a recente discussão em torno do ECD. O professorado não foi capaz de alterar o quadro de referência em que se desenvolveu a discussão; os pais e o ME não se mostraram interessados em fugir desse quadro por “oportunismo conjuntural”.
Num momento em que a escola enfrenta um défice de legitimidade que resulta do desfasamento entre as expectativas sociais depositadas na escola e as possibilidades da sua concretização [observemos o clima que envolve a realização dos exames nacionais], há que pensar estrategicamente e recentrar a discussão no que é essencial: há que problematizar a escola que desejamos para o futuro.
Impõem-se por isso três frentes de discussão:
1. A introdução dos cursos profissionalizantes na escola ameaça ou não a construção de uma escola onde se aprende pelo trabalho e não para o trabalho?
2. Como tornar a escola um local em que se estimula o gosto pelo acto intelectual de aprender, cuja importância decorre do seu valor de intervir no mundo e não dos benefícios materiais que daí decorrem?
3. Como é que a escola promove o gosto pela política e estimula a expressão de uma cidadania participada?
Adenda: Não fiquei surpreendido com a paupérrima prestação da ministra no parlamento até porque nada levaria a crer que a argumentação sofresse um revés no dia da discussão parlamentar. O que me deixou atónito foi a forma como o governo geriu este caso. Não sei o que pensar: Foi um problema de inabilidade ou de vontade?
19 de julho de 2006
18 de julho de 2006
Um caso de sucesso…
Esta formação dá seguimento a um conjunto de acções que colocaram frente-a-frente os autores dos programas e os professores “aplicadores”. O gabinete saiu à rua e entrou nas escolas! A troca de experiências e a reflexão conjunta permitiu, em devido tempo, ajustar os programas do próximo ano [12º ano] aos diversos contextos de prática.
Sempre que encontrarmos um oásis no deserto [do ME] é um imperativo ético assinalá-lo aos outros caminhantes.
Um bom exemplo a seguir!
16 de julho de 2006
O rigor e a excelência...
Admitindo ou não o erro, os exames serão realizados pelos alunos e o processo acarretará custos.
Será irrelevante olhar para o problema a partir de uma ângulo meramente economicista, num momento em que somos chamados a colaborar pela enésima vez no equilíbrio das contas públicas?
Quem é que deve pagar esta despesa?
Onde estão os arautos do rigor das contas públicas?
15 de julho de 2006
Um tiro no pé…
Compreende-se que, já que meteu água, o governo instalado no ME tenha resolvido ir a banhos, e de óculos escuros, para passar despercebido. O que não se percebe é por onde andam todos os que, quando governa o PSD, fazem um escândalo por tudo e por nada que se passa no sistema educativo! Emigraram? Ou prometeram-lhes uns lotezitos lá para as bandas da OTA?Não me inclino tanto para a tese da partidarite que subjaz ao apontamento do crack. Prefiro a tese da purgação do sistema educativo que tem adeptos em vários quadrantes políticos e sectoriais e que encontrou um rosto à medida na cúpula do ME.
De facto, bater em retirada e iniciar um processo de desmistificação é muito doloroso.
14 de julho de 2006
Equidade
O Presidente da República pode agora incluir no seu Roteiro para a Inclusão uma nova jornada: exames nacionais.

