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21 de novembro de 2007
Turmas de nível II
Admitamos que é possível seriar e agrupar alunos, no mesmo ano de escolaridade, em função das capacidades (cognitivas, psicomotoras, sociais,…) de cada um. Omitamos as incongruências que advêm do facto de se pretender homogeneizar as singularidades. Como resolver o problema das diferenças de aptidão? Um aluno integrado numa turma + a Inglês pode integrar uma turma – a Matemática ou Educação Física?
20 de novembro de 2007
Turmas de nível
Ao conceito turma subjaz a ideia de diferenciação dos alunos. A criação de turmas não é um processo neutro sob o ponto de vista da classificação das aprendizagens e o modelo de escola pública que está instituído normalizou a diferenciação das turmas, vertical (anos de escolaridade) e horizontalmente (turmas). Se sempre se diferenciaram os alunos usando o critério da “quantidade de aprendizagens acumuladas”, há ou não motivos para se “apertar a malha” da constituição das turmas? Em que diferem as turmas diferenciadas [turmas de nível ou turmas +] das turmas “normais”?
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19 de novembro de 2007
Turmas de repetentes.
Houve um tempo em que era abominável constituir uma turma de alunos repetentes. Formar turmas de repetentes era antipedagógico por ser discriminatório e anti-social. Era um tempo em que se procurava uma escola integradora, inclusiva, não obstante a existência de uma organização escolar que não permitia personalizar o ensino [paradoxal?]. Apesar de tudo havia algum comedimento na administração escolar que desaconselhava a constituição de turmas com estas características. Quem não se lembra do tempo em que a comédia “hollywoodesca” buscava o enredo em turmas de repetentes?
Hoje a ficção confunde-se com a realidade. Aliás, hoje, a realidade é a ficção. Não importa aqui perceber como é que a comédia passou dos cinemas para as escolas. Sei que apareceram as turmas de currículos alternativos, agora metamorfoseadas nos Cursos de Educação Formação (CEF’s), e no ensino secundário os Cursos Profissionais estão aí para certificar os alunos que ameaçam fugir da escola. Usando a retórica da formação profissional e da emergência da qualificação dos portugueses, os burocratas da educação querem fazer de nós artistas.
Não imaginam a pena que sinto em ter pouco jeito para o cinema!...
Hoje a ficção confunde-se com a realidade. Aliás, hoje, a realidade é a ficção. Não importa aqui perceber como é que a comédia passou dos cinemas para as escolas. Sei que apareceram as turmas de currículos alternativos, agora metamorfoseadas nos Cursos de Educação Formação (CEF’s), e no ensino secundário os Cursos Profissionais estão aí para certificar os alunos que ameaçam fugir da escola. Usando a retórica da formação profissional e da emergência da qualificação dos portugueses, os burocratas da educação querem fazer de nós artistas.
Não imaginam a pena que sinto em ter pouco jeito para o cinema!...
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